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Dicas para o Familiar lidar com paciente em crise maníaca ou psicótico

              Filme Uma Mente Brilhante, momento de um episódio psicótico.



Antes de mais nada tem que ficar claro que só podemos ajudar quem quer ser ajudado.
Se o paciente está em crise e não aceita o tratamento então a família tem que intervir.

No caso de surto ou crise maníaca a solução é internação.
A pessoa sozinha sair do surto é muito difícil. E o problema é que os episódios psicóticos podem evoluir, pois a doença quando não é tratada ela é progressiva. E pode gerar sequelas.
Sem contar o risco de vida que ele pode passar ou, sem querer, fazer outras pessoas passarem. Pois não sabemos que tipo de alucinações a pessoa pode ter.

Seguem as dicas:



1º Opção: Internação domiciliar 

Ache um amigo ou alguém que ele confie muito. Aquela pessoa que ele mais admira e respeita.
Peça para essa pessoa conversar com ele para ele aceitar fazer o tratamento, aceitar ir ao médico e tomar a medicação, ir na terapia. E levar o tratamento a sério.
Para isso é bom quem em casa fique sempre alguém com o paciente para ele não ficar só e principalmente alguém responsável pela medicação para dá nos horários certinhos.


2º Opção: internação numa clínica com o consentimento do Paciente

Se ele não aceitar a internação domiciliar! Ou tiver muito agitado e não tiver condições de ficar em casa, converse com ele para ir para uma clínica que lá na clínica vão cuidar bem dele!
Na clínica não apenas dão os remédios nos horários certinho, como tem várias atividades terapêutica e muitas têm atividades físicas e tem lazer também! Pode ser uma clínica tipo uma chácara! Que tem contato com natureza e geralmente essas os ambientes são mais humanizados e adequados para ele descansar a mente.
É importante pesquisar bem a clínica e buscar referências de pessoas que já ficaram lá. Não pesquisar só em sites mais conversar com pacientes e familiares para buscar as melhores clinicas que tratam melhor o paciente.

Indo para a clínica é recomendável a família ir sempre visitar, para a família acompanhar como está sendo o tratamento e como o paciente está sendo tratado.

3º  Opção: internação compulsória!

Mesmo contra a vontade do paciente!
Se ele não aceita nada e continuar a se negar a se tratar! Infelizmente a única opção que resta!
E melhora tratar contra a vontade dele! E no começo, ele vai ficar com raiva de vcs! Mas, é melhor do que deixar a doença evoluir!
Como eu disse a psicose pode se agravar! E pode gerar sequelas para o paciente, sem contar os riscos que ele corre andando psicótico pelas ruas!
Para o bem dele! Vcs devem intervir!
No futuro ele vai te agradecer!

Abraços e boa sorte!



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O que fazer se você ama uma pessoa que possui uma grave doença psiquiátrica


Por Josie Conti
Ontem, enquanto tomava um sorvete com a minha sobrinha, acontecia numa mesa próxima uma conversa familiar que envolvia a readaptação de um dos membros a rotina social após o que provavelmente seria um isolamento prolongado desencadeado por uma doença psiquiátria e isso me fez pensar e pesquisar alguns tópicos que podem ser úteis para quem convive com essa realidade.
Segundo o Manual Merck de Informação Médica, os transtornos mentais acometem, em algum momento da vida, ao menos 20% da população mundial de menor a maior gravidade.
Quem possui um familiar ou convive com alguém que precisa ou já precisou de um tratamento assim sabe que o adoecimento pode interferir significativamente nas reações pessoais chegando até mesmo a transformá-las totalmente ao longo do tempo.
Todos os envolvidos sofrem impactos em sua rotina e em seu próprio emocional, pois a doença exige atitudes que talvez as pessoas nunca tenham tido a necessidade de tomar em suas rotinas anteriores.
Frente a esse desafio e sabendo que os familiares e pessoas realmente próximas serão as que mais terão contato com a doença- a pessoa acometida precisará deles diversas vezes- torna-se necessário um constante cuidado também com os que estão próximos.
O acompanhamento e a orientação psicológica familiar é fundamental em todas as etapas, pois ajudará os envolvidos a aumentar sua percepção quanto a atitudes que vão desde superproteção e infantilização ao excesso de críticas e revolta. A culpa dos familiares também pode ser uma constante, pois muitos responsabilizam-se pela doença de um filho que pode ter ligação à genética da família assim como por não conseguir estabilizar a situação como gostaria.
Seguem abaixo algumas orientações que podem auxiliar nesse processo:

1- APRENDA SOBRE A DOENÇA

Quando nos informamos ficamos mais preparados para reconhecer e lidar com os sintomas quando eles aparecem. A informação diminui o medo e a ansiedade, pois mostra como as coisas realmente são, nos dá a possibilidade de procurar ajuda mais adequada e no momento certo e, talvez o mais importante, diminui o preconceito. Saber como as coisas acontecem também nos permite ter expectativas mais realistas e respeitar melhor o tempo necessário para cada melhora.

2- ACEITE A DOENÇA

Quanto antes as pessoas próximas aceitarem a realidade do adoecimento melhor será para o tratamento e também para a pessoa que adoeceu. Uma vez que aceitamos a doença fica mais fácil procurar e receber a ajuda necessária assim como aderir aos tratamentos psicológicos e medicamentosos que podem estar atrelados ao processo.

3- AJUDE, MAS NÃO SE ESQUEÇA DE VOCÊ

Alguns tratamento podem ser longos e demandar muito de todos os envolvidos. A pessoa próxima deve ajudar, mas nunca se esquecer de si e também de suas próprias necessidades. É fundamental resguardar um tempo para si mesma e suas próprias particularidades. A própria pessoa que está em tratamento, sempre que possível, também deve ter sua autonomia preservada e estimulada para evitar estresse, ressentimentos e culpabilizações desnecessárias.

4- NÃO SUBESTIME

Transtornos mentais graves estão associados a um aumento real nas taxas de suicídio. Tanto a confusão mental quando a o sofrimento e a sensação de falta de perspectivas podem estimular tentativas de suicídio. Esteja atento às falas e sinais. Na dúvida, não subestime e converse com a pessoa e os profissionais envolvidos sobre o assunto. A observação mais próxima e até controle dos medicamentos pode ser necessário.

5- SEJA FLEXÍVEL PARA ATINGIR OS FINS NECESSÁRIOS

A pessoa que está doente sempre terá alguém em quem mais confia. Ofereça opções e busque essas pessoas para ajudar nos passos necessários. A doença já causa sofrimento demais e todas as decisões que antes poderiam ser mais simples tornam-se mais complexos e assustadores.

6- ENCORAGE A PESSOA A TOMAR SUAS MEDICAÇÃO, MAS NÃO SUBESTIME SEUS EFEITOS COLATERAIS

Algumas medicações psiquiátricas, como os antipsicóticos, podem ter efeitos colaterais importantes. Esteja atento às queixas da pessoa e as passe ao médico. Dependendo da situação também pode ser necessária a ajuda para o manuseio e o uso da medicação em horário correto. A recusa em tomar a medicação também deve ser conversada e discutida com os profissionais envolvidos.

7- O ACOMPANHAMENTO DE UM PSICÓLOGO E OUTROS PROFISSIONAIS DA SAÚDE NUNCA DEVE SER CONSIDERADO COMO MENOS IMPORTANTE QUE O TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

A pessoa com uma doença psiquiátrica pode ter todas as áreas de sua vida afetadas. Acontecem alterações nas relações familiares, no emprego, na vida social geral. O acompanhamento no processo de reabilitação emocional e funcional é indispensável e deve ser estimulado, apoiado e ter a participação de todos os envolvidos.

8- EM UMA EMERGÊNCIA

  • Tenha sempre em mãos os telefones das pessoas que podem ajudar assim como do médico, psicólogo e até mesmo do resgate.
  • Se a pessoa ficar agressiva ou desorientada lembre-se que não adianta discutir com ela. Tenha calma para administrar a situação até que a pessoa melhore ou vocês consigam ajuda. Tente distrair a pessoa e não permita que ela saia de casa ou fique desacompanhada. A intervenção física só deve acontecer se a pessoa estiver colocando em risco a sua própria vida ou a vida do outro. Qualquer situação desse tipo deve ser informada aos profissionais que acompanham o caso.
  • Casos como o das pessoas que possuem diagnóstico de esquizofrenia podem envolver delírios e alucinações onde a pessoa possui pensamentos que não são reais ou até mesmo veem e sentem realidades de forma totalmente diferente.  Em situações como essas evite contato físico e olhar fixamente nos olhos. A pessoa certamente estará assustada e poderá reagir de forma violenta.
  • Evite a presença de pessoas estranhas e muito barulho ou estimulação no ambiente. Tente fazer com que a pessoa se sente e converse calmamente e sem elevar o tom de voz.
  • Sempre procure ajuda. Você não tem que resolver nada sozinho/a.

9- NUNCA SE ESQUEÇA QUE A PESSOA NÃO É SUA DOENÇA

Estimule a autonomia, tenha esperança no passo-a passo da recuperação e ajude a pessoa a se lembrar de quem ela realmente é. Cada passo no processo de reabilitação é uma grande vitória e deve ser comemorado. Lembre-se de focar na melhora e nos ganhos progressivos ao invés de focar nas perdas.

9- AME

Muitas vezes precisamos nos lembrar da verdadeira essência do amor para lidar com as fases que podem ser as mais difíceis da vida de todos os envolvidos. Amor é presença, amor é tolerância e aceitação. Amor também é o reconhecimento dos próprios limites.
Quando falamos em transtornos psiquiátricos, o amor pelo outro não deve superar o amor por si mesmo. O desgaste emocional e físico de quem cuida também nunca pode ser esquecido. E, nessa medida e com a ajuda das pessoas próximas, os momentos de crise podem ser ultrapassados.
“A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida.” Clarice Lispector
fonte: http://www.contioutra.com/o-que-fazer-se-voce-ama-uma-pessoa-que-possui-uma-grave-doenca-psiquiatrica/#ixzz3vNjZw9bh


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COMO A FAMÍLIA E AMIGOS PODEM AJUDAR?




COMO A FAMÍLIA E AMIGOS PODEM AJUDAR?

O tratamento medicamentoso é essencial mas não suficiente no Transtorno bipolar do Humor.
A doença possui expressões psicológicas e sociais, com repercussões na escola, no trabalho e na família. Uma das formas de minimizar seus efeitos é obter suporte da rede social e em especial da rede familiar. A família é o principal cuidador do paciente e deve-se buscar, com esta, uma firme parceria através da difusão de informações quanto ao diagnóstico, tratamento e evolução da doença. Desta forma, a família se instrumentalizará melhor, sentindo-se mais capacitada para, junto com o paciente, buscar maior eficácia no enfrentamento da doença. É importante ressaltar que, apesar disso, cada novo episódio representa um novo desafio porque nele interferem problemas de natureza individuais, bem como as características e peculiaridades de cada família diante das questões que lhe cabem resolver.

Muitos pacientes apresentam diminuição da sua auto- estima, tendência ao isolamento ou excessiva exposição, dificuldades de identificar os sintomas , limitações para retomar atividades ou de assumir novos papéis na sua vida. Frente a estes fatores, as famílias são encorajadas a:

1) proporcionar uma atmosfera amistosa, com estímulos adequados e com estrutura e limites claros;

2) ajudar o paciente a manter o medicamento na dose prescrita pelo psiquiatra;

3) estimulá-lo a comunicar ao médico quando as medicações estiverem causando efeitos colaterais;

4) auxiliá-lo a identificar sinais de recaída;

5) comunicar imediatamente ao médico idéias de suicídio ou de desesperança;

6) buscar entender a diferença entre jeito de ser (característicos de cada pessoa) e sintomas;

7) evitar tomar atitudes que reforcem a discriminação e o preconceito;

8) estimular o retorno do paciente às atividades da família ( lazer, rotinas domésticas, festas) evitando demasiadas exigência ou super proteção ;

9) reforçar o paciente a retomar sua vida ocupacional, social e afetiva;

10) evitar que a doença do paciente domine o ambiente familiar.


obs1: Não tem como OBRIGAR o bipolar a procurar o tratamento, vc pode incentivá-lo a ir, acompanhar ele, mas quem tem que ter consciência é ele. Pois, é ele que vai fazer o tratamento, é ele que vai tomar os remédios. Se ele ainda não tem essa consciência é a primeira coisa que o familiar tem que buscar, ajudá-lo a obter. Pois, sem isso o tratamento infelizmente não anda.

obs2: As vezes é necessário a família também fazer terapia, pelo menos por um tempo.. Não apenas para entender o paciente, mas para entender a si mesmo. (A postura, tudo que está acontecendo com o familia, etc..). Muitas vezes, as pessoas põem a culpa na doença, ou no doente. Mas se esquecem, que geralmente quando um adoece a família também adoece. E ninguém ficou doente por que quis! Por isso, os familiares também precisam de cuidados. Para que todos juntos consigam se ajudar uns aos outros.


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