Suicídios no Pátio Brasil

Desde 2001, 12 pessoas morreram ao se jogar do vão do Pátio Brasil

Reportagem do correio Brasiliense por Marcelo Abreu e Renato Alves em 02/05/2009

"Desde 2001, 12 pessoas morreram ao se jogar no vão central do Pátio Brasil, onde circulam 50 mil consumidores por dia। Para evitar novas tragédias, pai da vítima mais recente faz apelo para que sejam adotadas medidas de prevenção no local. Para shopping, mortes ocorreriam em qualquer lugar

Nove de março de 2009, segunda-feira pela manhã। Um rapaz veste uma bermuda clara, camisa e tênis preto e sai de casa, no Guará II. Ele diz à mãe que vai caminhar. Não é verdade. Pega um ônibus e segue para o Pátio Brasil, no início da W3 Sul. Espera as portas do shopping se abrirem. Às 10h, o centro de compras começa a receber o público. O rapaz entra. O shopping ainda está meio vazio. Ele vai até o último andar. Ali, na praça de alimentação, Pedro Lucas despenca para a morte. Não há ninguém passando por baixo naquele momento. Ele tem 21 anos. São 10h08. Brigadistas do shopping correm.

Uma espécie de biombo é colocado em volta do corpo. Sobre ele, uma lona preta. As pessoas vão e voltam. Uns viram. Outros ouviram o barulho. Correm para o último andar, para ver o que aconteceu, lá de cima. Seguranças impedem que as pessoas filmem ou tirem fotos. Afastam-nas do lugar. Outros nem imaginam o que acabou de ocorrer. As lojas continuam abertas. A vida segue. Somente às 13h o corpo é retirado e o lugar e onde Pedro caiu é higienizado.

Uma moça que estava lá no momento da morte de Pedro escreveu em um blog: “Eu cheguei pouco tempo depois do ocorrido. Havia duas ambulâncias do bombeiro em frente ao shopping e dentro tinha uma senhora que chorava muito, parecia estar apavorada. Acredito que ela deve ter visto todo o acontecido. O corpo foi isolado por biombos e coberto com uma espécie de lona preta para que as pessoas dos andares de cima não vissem. Demoraram uma média de quase três horas para retirarem o corpo do local”, escreveu a internauta, que se identifica como Fernanda.

Em 1º de março de 2007, a estudante de design de interiores Keiny Luiza de Souza, de 25 anos, moradora do Guará II, chegou ao Pátio Brasil para tirar fotos para documentos. Eram 10h15. O shopping ainda estava meio vazio. Às 10h24, ela ouviu, bem atrás dela, um barulho forte e abafado. De repente, pessoas gritaram. Algumas correram. Havia um rapaz de 27 anos no chão, que acabara de pular do último andar. Estava morto. “O que mais impressionou foi o esquema de segurança do shopping. Em menos de 10 minutos, tudo estava cercado para que ninguém chegasse perto nem visse lá de cima. A sensação que tive é que eles estão preparados para isso”, diz. Desde então, Keiny contou as vezes em que voltou ao local. “Fiquei muito tempo traumatizada, em estado de choque e com dificuldade para dormir. O corpo caiu atrás de mim. Podia ter sido em cima de mim. Hoje, quando volto ali, nunca ando pelas partes abertas, sempre procuro circular pelos lugares onde sei que ninguém pode desabar em cima de ninguém.”

Assunto proibido
Voltemos a 9 de março. Do shopping, o corpo de Pedro Lucas segue para o Instituto Médico Legal (IML). Em casa, a mãe, preocupada, começa a estranhar a demora do filho em voltar da “caminhada”. Liga para o pai de Pedro, seu ex-marido, que mora na Asa Norte. Os dois começam a ligar insistentemente para o celular do filho. Nada. “Até as 16h, o telefone chamou. Depois, a bateria deve ter acabado”, conta o pai. Anoitecia e Pedro não respondia às chamadas. O pai foi à 4ª DP (Guará) para fazer ocorrência de desaparecimento. Lá, um policial o levou para uma sala. Ele tinha a informação de que um rapaz, ainda não identificado, havia se matado em um shopping. As características batiam. Na delegacia, o pai soube que seu filho havia se jogado do último andar da praça de alimentação do Pátio Brasil. Foi reconhecer o corpo do filho morto no IML.

O rapaz de 21 anos é, desde 2001, a 12ª pessoa que dali se joga. “Ele tinha o livre arbítrio, mas não dessa forma”, reflete o pai, mortalmente ferido. E faz um apelo pela vida: “Se houvesse mais segurança naquele shopping, meu filho não teria se jogado dali. A minha luta agora é para que outros jovens não se matem nesse lugar”, promete o servidor público federal Marcos Dantas, de 51 anos. De acordo com o estudioso em prevenção de suicídio e psicólogo Marcelo Tavares, dificultar o acesso de uma pessoa em sofrimento a locais de risco pode ajudar a evitar a morte e abrir possibilidades de tratamento (leia mais na página ao lado).

No Pátio, o assunto é proibido. Virou tabu. Nenhum funcionário comenta as mortes. Dantas constatou isso, ao voltar ao local da tragédia sete dias depois. Ele entrou numa loja. Foi ao Pátio para levar uma carta, na verdade um pedido desesperado de socorro ao superintendente (leia a carta ao lado). Ao entrar na loja, segurando a emoção e o choro, perguntou a uma vendedora se ela ouvira falar que um rapaz havia se jogado dali. Ela o fitou, desconfiada. Depois, lhe disse, sem imaginar que o homem em frangalhos à sua frente era o pai do último rapaz que se matou no lugar onde ela trabalha: “É verdade. Mas a gente não pode falar disso com os frequentadores do shopping”.

O homem saiu da loja e chorou. Era só o que lhe restava. E prometeu que faria o que fosse possível para que ninguém mais dali se matasse. “O superintendente me recebeu. Ficou emocionado e disse que ia formar uma comissão de segurança para analisar o caso. Disse a ele que em 90 dias (o prazo termina em junho) voltaria para ver se alguma coisa tinha sido feita. Eles precisam colocar grades, vidros, redes...” Marcos soube que o shopping tem um vídeo onde a morte do filho está registrada. “Só pedi que nunca divulgasse essas imagens. Eu e minha família não precisamos mais de tanta dor.”

Choque
O rapaz que se jogou do último andar do shopping era um garoto como tantos outros. Gostava de sair com amigos, ir às baladas. Dominava bem a informática. “Às vezes, a timidez lhe deixava ruborizado. Ele era o calminho da turma”, lembra uma amiga do Colégio Rogacionista, no Guará II. Outro comenta: “A morte dele nos chocou demais. O Pedro às vezes era bem engraçado, gostava da vida”. Outra amiga, do prédio, emenda: “Com o término do namoro (havia sete meses o relacionamento tinha acabado), ele ficou deprimido (fez terapia com psicólogo). Andava triste, meio paradão. Não tava mais como antes, andava afastado da gente”. De acordo com outro amigo, ele “sempre foi reservado, mas estava mais do que o de costume. A gente até comentava que ele estava passando por um problema”. O pai, entretanto, conta os planos que o filho fazia: “Ele tinha se matriculado num curso de Tai Chi Chuan. A natação estava paga por 90 dias. Ele programava o futuro”.

Pedro Lucas era o segundo filho (e caçula) de um casal de pais separados. A mãe, com quem ele morava, vive no Guará II. O pai, na Asa Norte. Mas, mesmo com a separação, a família está sempre junta. O pai casou-se pela segunda vez. Com a nova mulher, teve mais dois filhos — um menino de 6 anos e uma menininha de 2. Pedro era padrinho do irmãozinho de 6 anos. O menino não compreende a morte. Pergunta por Pedro. Está em tratamento com psicólogo. A irmãzinha de 2 anos vai à janela do apartamento para ver “a estrelinha” que virou o irmão. Em noites nubladas e chuvosas, ela chora. Não consegue achá-lo. Marcos, o pai, sufoca o choro. Precisa ser forte.
Dias antes de morrer, no sábado, 7 de março, Pedro almoçou na casa do pai. “Notei, de fato, ele mais triste”, admite. “Mas pensei que fosse apenas um momento. Meu filho era pra cima.” Depois do almoço, o pai o levou em casa. Ele desejou ao pai “um bom futebol”, naquela tarde. Beijaram-se, na despedida. Foi a última vez que viu o filho vivo.
O que levou, afinal, Pedro a se matar? O pai, com a voz embargada, responde: “Me faço essa pergunta todos os dias. Talvez não consiga nunca a resposta. Ele era um menino normal, não tinha motivos para se matar”. A mãe, uma professora de 52 anos, chora sem cessar. A dor é infinda. O pai não se conforma: “Rompeu-se a lógica da vida. Um pai não podia enterrar um filho...”
A resposta que Marcos Dantas tanto procura talvez não venha nunca. Pedro a levou consigo, naquele pulo rumo à morte. Deixou pai e mãe órfãos de filho (ainda não inventaram um nome para pais que enterram filhos). Deixou irmãozinhos sem entender nada. A menina procura a estrelinha no céu. O menino conversa com uma psicóloga para entender por que “seu padrinho” nunca mais voltou. A vida, agora pela metade, acompanha aquela família.

Shopping se isenta
Ninguém do Pátio Brasil quis dar entrevista. A administração se pronunciou por meio da assessoria de imprensa. Alegou que “atende todas as normas construtivas e, embora tomadas as providências de segurança que evitam acidentes dentro do empreendimento, torna-se impossível conter uma decisão de alguém que, em um momento de desespero, decide atentar contra a própria vida.” Em e-mail enviado ao jornal, o shopping alegou que as medidas de segurança adotadas “são criteriosas e diariamente checadas, primando sempre pelo bem-estar dos clientes, segurança e conforto.” O Pátio Brasil ressaltou ser “apenas uma vítima que serviu de palco para o desfecho de algo que muito provavelmente aconteceria em qualquer outro lugar, a qualquer momento”. Também destacou que “não cabe ao Pátio Brasil o acompanhamento prévio e a atenção relativa aos sinais emocionais de pessoas que merecem atenção médica específica”.

Prevenir é possível
O Correio ouviu o professor Marcelo Tavares, 52 anos, coordenador do Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio, do Instituto de Psicologia da UnB, e a maior autoridade no assunto em Brasília. Para ele, o suicídio configura hoje sério problema de saúde pública em todos os países. “Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que, no mundo, há pelo menos uma tentativa de autoextermínio a cada três segundos. É uma das três maiores causas de mortes de pessoas de 15 a 35 anos.”
Tavares acredita que a prevenção demanda atenção de toda a sociedade। “Por ser um fenômeno complexo, resultante da interação de diversos fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais, o suicídio não pode ser combatido a partir de ações isoladas”, define. E complementa: “O suicídio é um ato impulsivo. Portanto, quando a pessoa encontra uma pequena dificuldade, um esforço a mais para executar a ação, isso pode provocar uma desistência do ato, o suficiente para impedir”. E ele vai além: “O controle de acesso ao método retira a oportunidade, ameniza a impulsividade, reduz a letalidade e cria novas condições, como a possibilidade de apoio ou de tratamento.”
De acordo com o psicólogo, no artigo Suicídio: possível prevenir, impossível remediar, “as escolhas dos meios de suicídios são influenciadas por numerosos fatores relacionados à sua visibilidade, como a facilidade e a disponibilidade”. “Lugares bonitos e públicos podem criar um contexto para imortalizar e glorificar a própria morte na forma de um eloquente discurso final”, argumenta. Tavares faz um alerta: “Edifícios altos, como shopping centers e hotéis, são locais preferidos para a atuação suicida de altíssima letalidade. No entanto, os profissionais que projetam e constroem tais espaços ainda não estão sensibilizados para desenvolverem uma estrutura preventiva desde a concepção da obra até sua administração. Ainda mais grave é a falta de controle de acesso”, critica.
Estudos da OMS indicam que cada suicídio afeta significativamente pelo menos seis pessoas. Membros da família ficam mais suscetíveis a considerá-lo como uma alternativa a seus problemas. Tornam-se também pessoas em risco. “Se o suicídio ocorre em lugar de ampla circulação pública, seu alcance é ampliado. Muitos do que presenciam o fato podem sofrer danos, sobretudo aqueles já vulneráveis”, observa o especialista. O psicólogo lembra que não existem suicidas, mas “pessoas em sofrimento” que, em momentos de desamparo, buscam alternativas desesperadas para sair daquela situação. “Isso é transitório. Tenho pacientes que fizeram apenas uma tentativa, superaram e hoje estão muito bem.”
Um dos maiores estudiosos da prevenção em suicídios do país, que se debruça no tema desde 1987, Tavares acredita que o silêncio, o “não falar sobre isso”, apenas prejudica. “A responsabilidade da prevenção é de todos, mas a mídia tem um lugar especial, pois atinge as pessoas, sendo dificilmente neutra nesta questão”, avalia. E prossegue: “Uma constatação fundamental é que a prevenção não se faz pela glamorização dos problemas ou dificuldades, mas pela informação de como obter apoio psicológico; pelo desenvolvimento de habilidades positivas de enfrentamento, como, por exemplo, a autoestima, a habilidade de expressão afetiva-emocional, o relacionamento e suporte social, entre outras; e pelo relato de histórias bem-sucedidas de superação de dificuldades, principalmente dos fatores positivos envolvidos na superação”.

Caso de segurança pública
De cima do Pátio Brasil Shopping se jogaram 12 pessoas desde 2001. Todas morreram. A maioria pulou, sem dificuldade, do quarto e último pavimento de um dos maiores centros comerciais do Plano Piloto. Como os demais pisos suspensos, o vão do andar onde funciona a praça de alimentação é cercado apenas por um parapeito de acrílico com 1,20m de altura. O número de mortes preocupa as autoridades de segurança pública. A Defesa Civil fez alertas à administração do shopping, há dois anos. O órgão sugeriu uma série de medidas para impedir os suicídios, como parapeitos de 1,80m no vão central. Mas, em nome da estética do centro comercial de 65,5 mil metros quadrados, nenhuma foi acatada. As mortes continuaram.
Só este ano ocorreram dois casos. Após o mais recente, em 9 de março, o pai da vítima decidiu escrever uma comovente carta ao superintendente do shopping. O pai implorou pela construção de uma cerca nos andares mais altos. Alegou que a medida impediria outras mortes. Para o secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos, está na hora de pensar em meios para evitar mais mortes do Pátio Brasil. “Apesar de o prédio ser particular, o problema é sim de segurança pública, pois podemos estar perdendo vidas maravilhosas, gente com futuro brilhante, em cada caso desse. Sem falar no risco às outras pessoas”, afirmou.
A Defesa Civil já sugeriu à administração do shopping alguns ajustes na estrutura de segurança para evitar as mortes. As recomendações foram feitas em março de 2007 pelo subsecretário de Defesa Civil, coronel Luiz Carlos Ribeiro da Silva. “Fomos convidados pelo próprio shopping a fazer as sugestões, após duas mortes naquele ano. Discutimos algumas questões, mas, como o prédio cumpria todas as exigências previstas em normas técnicas, não podíamos nem podemos exigir nada.” Entre outras coisas, os técnicos da Defesa Civil sugeriram a construção de uma parede de vidro sobre os parapeitos do vão central. A proteção teria cerca de 1,80m e curva na ponta para não agredir a estética do prédio. Também foi pensada uma rede de proteção sob cada parapeito para, em caso de queda, a pessoa ser retida e depois resgatada por bombeiros. A administração pediu um mês para analisar o estudo e chamar novamente os técnicos. Nada foi feito.
As áreas externas dos restaurantes da praça de alimentação também são abertas ao público. Uma equipe do Correio constatou que o local é área de fumantes e ponto de encontro de jovens. É possível dar a volta no centro comercial sem ser incomodado pelos seguranças. As varandas são cercadas por um parapeito de concreto e ferro com cerca de 1,60m de altura. Da varanda externa do Pátio, uma mulher se jogou em 12 de junho de 2004. Divorciada, aposentada do Banco do Brasil, ela morreu às 17h35 de um sábado, Dia dos Namorados. Dia de shopping lotado. O corpo caiu sobre um carro estacionado na via entre o Pátio Brasil e o edifício Venâncio 2000.
Para o delegado Antônio Cavalheiro Filho, que investigou oito dos 12 casos ocorridos desde 2001, as pessoas que se mataram no Pátio Brasil não encontraram grandes obstáculos। “Não digo que seja culpa do shopping nem que essas pessoas deixariam de se matar caso não existisse o Pátio। Mas elas escolheram cometer o ato lá porque havia facilidade”, diz Cavalheiro, que chefiou a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) de 1999 a 2007.
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O shopping está para Brasília hoje assim como a Torre de TV foi nos anos 1970 e 1980। Nas duas décadas, 20 pessoas morreram ao pular do mirante da torre, que tem 75m de altura. Na época, o local tinha um parapeito de 1,20m de altura. O fenômeno forçou o governo fechar todo o entorno do mirante com grades, em 1985. Com isso, cessaram as mortes.

O Pátio foi inaugurado em 1997, mas a reportagem só teve acesso às ocorrências feitas de 2001 em diante. Por isso, não foi possível saber se houve outros casos nos quatro anos anteriores."


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Quantas pessoas vão ter que morrer mais para o pátio Brasil tomar uma providência ?


http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2009/05/02/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=104445/noticia_interna.shtml

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18 comentários:

pensamentos simples disse...

Olá,

Sou blogueira e inseri um post comentando sobre os diversos suicídios e sugerindo uma atitude.

Gostaria que divulgasse atitude semelhante no seu blog.

Grata,

Andrea

Karol disse...

Recebi cópia da carta por email e fui procurar matérias na internet.

A imprensa tem como ética não divulgar casos de suicídios. Apenas alguns veículos (como jornal impresso) fazem isso.

Acredito que o pai do Pedro Lucas deve procurar o Ministério Público pois acredito mesmo que isso tenha virado caso de segurança pública.

Abraços!

Fabi disse...

Infelizmente, isso é muito recorrente em Brasília mesmo. Lembro de quando estudava no Ceub e houve duas tentativas de suicídio lá dentro.
Esquisito!

Tb tenho um blog sobre bipolaridade. Foi a forma que encontrei para compartilhar com todos informações sobre a doenças. Te espero lá: www.bipolartipodois.blogspot.com

Lais disse...

Suicidio é um assunto muito complexo...procurar por ajda é sempre o melhor, pena que para este garoto a ajuda não ajudou muito....


muito bom o teu blog1

BIPOLARBRASIL disse...

Muito triste e lamentável. Eu creio que o shopping deveria considerar as medidas de segurança com urgência. Prevenir é sempre melhor que remediar, e nesse caso, nada que se faça remedia uma morte... Entendo que as pessoas decidem pular neste local, pois sabem que a morte é certa. É como se elas tivessem certeza que se pulassem dali do quarto andar, morreriam sem sobreviverem com sequela. É como se fosse um ponto "testado" (infelizmente). Certamente aqui não discuto o suícicio, mas a obrigação do shopping com a segurança. Falar de suícidio de fato é complexo por envolver multi-fatores, que vão além de um muro ser mais alto ou mais baixo... O fato é: "Não torne um lugar referência de morte certa". Parabéns pelo o blog incisivo, e venha conhecer quando possível o blog que mantenho com vários vídeos e artigos sobre TAB: "bipolarbrasil".

Abs

Will

Anônimo disse...

eu estive esses dias no patio Brasil eles ja tomaram uma provodencia colocaram vidros acrilicos que tampa td mas so no 2º e 3º andar vamos ver se isso resolve agora!!!

adorei o blog muitas pessoas pensa que isso e o mito do patio brasil
ate eu msm pensei!!!mas agora sei que e verdade :D

Fabiano C. Guerra Pereira disse...

Cara bipolares adoram lugares potencialmente arriscados ou perigosos para a própria integridade física, eu mesmo já cogitei mil vezes pular de um vão de shopping aqui no Rio, mas como a vida melhorou, não me deixo mais cair nessas idéias tentadoras, o ideal é que as pessoas enxergassem o quão solitário e infeliz um biper pode ser na pior fase e ajuda-lo a superar, tentei suicídio em novembro do ano passado e foi terrivel, depois disso ainda tive experiências terriveis até me estabilizar e voltar a uma vida quase normal... Estou casado atualmente e voltei a estudar, larguei a dependencia de comprimidos e drogas, tento largar o cigarro e diminuir o alcool hoje em dia e constituir uma familia...

Anônimo disse...

O pior de tudo é que eu conhecia o Pedro, trabalhava com ele. Foi uma pena, o prédio todo ficou triste, ele era muito querido. E agora até que enfim o pessoal do Pátio colocou vidros e as escadas exteriores estão isoladas, mas sinceramente, foi tarde demais.

Anônimo disse...

Hoje, 23 de maio de 2010, acho que presenciei o 13º terceiro suicidio. Eu estava saindo do shopping quando de repente ouvi um barulho, olhei para o lado, onde ficam os caixas eletronicos e vi o corpo de um jovem caido. Fiquei chocado com a cena. Acho realmente que o shopping ja deveria ter tomado alguma providencia. Até quando isso vai continuar acontecendo?
Sérgio Teodoro

Anônimo disse...

Gostaria de registrar que no último domingo dia 24 de Maio de 2010, estava no Shopping Pátio Brasil com minha Família almoçando e aguardando o horário do cinema, quando infelizmente presenciamos a cena mais absurda e cruel que poderíamos presenciar em nossas vidas, o suicídio de uma pessoa.
Desta vez de um Sr. que aparentava estar totalmente angustiado, transtornado.
Ele simplesmente passou por nós, muito rápido e logo que chegou à área aberta deu um impulso e se jogou.
Foi horrível!
Infelizmente o Shopping possui uma área aberta próximo a praça de alimentação na qual não existe a menor proteção, nem o menor controle de quem entra ou sai de lá.
Área de simples e fácil acesso.
Será que teremos que assistir quantos corpos mais caírem desse lugar?
Ninguém faz nada, nenhuma atitude é tomada.
Silêncio total.
Logo depois do ocorrido, parecia que nada havia acontecido, tudo continuava seguindo o seu ritmo normal.
Algumas pessoas que estavam por perto e que trabalham ali olhavam para o corpo do Sr. estirado lá embaixo e comentavam entre si:
_ Mais um...
Outros simplesmente riam.
O Problema é que nunca pensamos que pode acontecer com alguém que conhecemos ou até mesmo com alguém nosso.
Não podemos nos calar assim como os funcionários e responsáveis pelo Shopping fazem.
O que está acontecendo lá é simplesmente um descaso comigo, com você, com as nossas famílias e com a sociedade.
Não vamos nos calar...
Não podemos nos calar, pagamos por tudo ali, nada é de graça.
Por tanto o mínimo que um Shopping do porte do Pátio Brasil pode nos oferecer é conforto e segurança, e isso já está mais do que notório que esse lugar não nos proporciona.
Divulguem o ocorrido.
Sr. Marcos conte com o nosso apoio.
Ass.: Família Solidária

solidão disse...

Sim, aconteceu mais um suicidio, neste domingo dia 23/05/2010. Eu o conheci nesta sexta, ele trabalhava no HBDF na farmacia. Ele me atenteu muito bem, sem olhar para mim, eu percebi que ele estava triste, mais como avia acabado de conhece-lo, pensei ele deve ser meio fechado ou sistematico.....Não sabendo eu que esta pessoa estava passando por algo, que o causava muita dor ou o entristecia, a ponto de tomar tal decisão sobre á sua vida. O poder a que se da, do corpo, mente e da vida, do alto exterminio. E triste saber que o indice de casos acontecidos estão cada vez mais alto, a prevalencia de casos acontecidos, está dominante.O que fazer.

Anônimo disse...

Aconteceu mais um caso de suicidio no patio Brasil DF, neste domingo dia 23/05/2010, mais um jovem.

Anônimo disse...

Aconteceu suicidio no PATIO BRASIL neste domingo dia 23 de maio de 2010 no DF. A midia não divulga nada sobre o acontecimento. A bestá está tomando os nossos jovens, e levando ao suicidio. O que poderemos fazer, para que este quadro mude.

amil disse...

Se a vida não estiver como eu quero e pintar uma depressão ou solidão, ja sei onde vou.... PATIO BRASIL....Melhor opção da cidade DF.

Anônimo disse...

Não era mais um jovem. Era, sim, um senhor espetacular, nosso amigo. Coração maravilhoso. Músico, compositor, artista maravilhoso e completo. Não vou divulgar seu nome em respeito à família, mas todos vcs já o ouviram cantando e alegrando por nossa cidade. Lembremo-nos, então, dele assim...alegrando a cidade!

Anônimo disse...

SUICÍDIO - Domingo dia 23/04/2010 um Sr.com mais de 50 anos,nome: Carlinhos,músico amigo da minha mãe,descobre que tem um câncer, revoltado se suicida no Pátio Brasil,deixando 2 filhas e uma familia que o amava.(enterro muito triste-diz minha mãe.) Que Deus tenha misericódia. anônimo- SILVA

Renato Arruda do Couto disse...

Se eu morasse em Brasília talvez eu já tivesse me jogado também, a ideia de um lugar específico para isso é interessante.
A culpa não é do shopping, nada tem ele a ver com isso, na verdade apenas uma coisa, incentivar esse sistema de vida que leva tantos a depressão e o desejo de se matar, mas até aí

Anônimo disse...

Amigos,

Não se preocupem, o Shopping passará por uma reforma em breve.